Lá andamos nós a achar outra vez
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Leio os blogues, o FB, oiço as notícias, leio os jornais, oiço conversas de pastelaria e concluo que Portugal está a tornar-se num país dividido em duas facções. Aquela dos que acham que a renegociação da nossa dívida soberana é inevitável e a dos que acham que não.
Eu acho que este país não sobrevive sem claques e acho que aqueles que acham, acham imenso, mas não fazem a mínima ideia porque acham. Acham, prontes!
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Gilberto Narciso Madaíl
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Gilberto Madaíl foi presidente da Federação Portuguesa de Futebol, durante um ror de anos. Recentemente houve eleições. Um novo presidente é eleito e Madaíl podia e devia ir para casa. Não foi. Eis que se desdobra em opiniões e começa a «achar» por aí fora, coisa em que os portugueses são pródigos desde que acharam que acharam o Brasil. E é assim que Madaíl, «out of the blue», acha que Ricardo Carvalho é um grande jogador e acha que Paulo Bento se calhar precipitou-se em excluir o homem da selecção. Porquê? Porque Ricardo Carvalho achou que devia ser titular e vai daí achou que o melhor era abandonar o hotel da Selecção e ir para casa. Em face do que Paulo Banto achou que Ricardo foi malcriado e não voltaria a chamá-lo. Mas Madaíl acha que Paulo Bento achou mal. Não se sabe bem porque é que Madaíl acha isto, apesar de eu achar que acho que sei. E mais. Madaíl também acha que Paulo Bento devia convocar Bosingwa. Mas Bento achou que não.
Depois Madaíl acha que Scolari devia ter seleccionado Vítor Baía para a selecção. Scolari é que não foi de modas e não achou coisa nenhuma e eu acho que ele fez muito bem. Finalmente acha que Carlos Queirós teve uma manifesta falta de respeito para com a Federação, porque Queirós acha que tem sempre razão.
Eu acho que Madaíl devia ir para casa. Com jeito ainda acha uma maneira de perceber que com tanto achamento ele se prestou a uma clara manifestação de narcisismo puro que nós, portugueses, poderíamos perfeitamente dispensar, não fossem os jornalistas acharem que deviam fazer estas perguntas todas a Madaíl. Acho eu, claro!
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