quarta-feira, janeiro 20, 2010

O consigo e a excelência


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Passadas algumas tentativas mais ou menos frustres e folclóricas de prolongar o achincalhamento a que Pedro Santana Lopes tem sido continuadamente sujeito, a propósito da sua recente condecoração pelo Presidente da República, o que ficou da cerimónia foi um episódio simples, breve e protocolar. Suficiente, mesmo assim, para recordar a também breve intervenção de Santana Lopes que, a certa altura, disse “é para mim uma honra receber esta condecoração das mãos de V. Excelência”. Esta frase passaria mais ou menos despercebida se não me fizesse recordar a intervenção recente de Sócrates quando afirmou a Cavaco Silva, “continuaremos a colaborar consigo”.

Esta diferença de estilo e respeito institucional não tem a ver com votos. Tem a ver com a natureza das pessoas, com sentido de Estado, cidadania e com o brilho devido à forma de nos expressarmos junto das figuras de Estado, tem a ver, enfim, com uma forma de estar e de ser que temos ou não. Está connosco, é intrínseca e são línguas que não se aprende depois de velho, lá diz a velha sabedoria popular.
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