quinta-feira, dezembro 18, 2008

António formiga e Zé malcriadão


[2839]

Pode-se não gostar de Santana Lopes. Mas que a esquerda ficou nervosa com a notícia da sua recandidatura a Lisboa, ficou. António Costa falou em fábulas e disse umas banalidades, notoriamente embaraçado. O Zé que fazia falta alardeou de imediato a sua grossíssima casca e brutalidade. Para além de dizer disparates, sobretudo quando se refere às dívidas que Santana Lopes deixou. O Zé que fazia falta está a ser desonesto, mas isso não é notícia. Já agora, não seria altura de o Zé que fazia falta fazer um acto de contrição sobre quantos milhões é que ele (Zé) nos custou por causa da bravata do túnel do marquês, hoje por hoje uma obra de reconhecida utilidade?

P.S. Prevejo uma das mais sujas campanhas para a cidade de Lisboa. A ver vamos. Penso mesmo que Santana beneficiará das grosserias e falta de chá do Zé.
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terça-feira, agosto 28, 2007

A falta que o Zé me fazia



[1976]

Como lisboeta, ainda que votando noutro concelho, dou a mão à palmatória. Tenho de reconhecer que o Zé fazia uma falta desgraçada a Lisboa. Os lisboetas poderão vir a ter agora corvinas, amêijoas, azeite e vinho de marca Lisboa. Penso que há uma certa injustiça na coisa, ocorre-me, por exemplo, as tainhas do Ginjal, à babugem dos cacilheiros, os pombos da Praça da Figueira, o sal do Samouco e o berbigao da Trafaria. Mas, também, não se pode ter tudo ao mesmo tempo. Há que ir devagar e com os pés bem assentes no chão, que com esta coisa de marcas não se brinca.

Como lisboeta, estou orgulhoso da iniciativa do Zé. Poderemos todos, alfacinhas, enfileirar, finalmente, as nossas "corvinas Lisboa" ao lado de marcas como o vinho do Porto, a alheira de Mirandela ou o leitão da Bairrada.

O futuro mora aqui, Corvinas Lisboa, Azeite Lisboa e, sobretudo, Bulhão Pato que se cuide. Poderá bem vir a cair no esquecimento assim que as "amêijoas Lisboa" começarem a invadir os restaurantes. E quando menos esperarmos, estamos a conquistar outros mercados. Entretanto o Zé é reeleito e inventa outra coisa qualquer. Elevada e de grande alcance estrategico, como esta.

Foto via Blasfémias
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sexta-feira, julho 13, 2007

Agora que o Zé já não fazia falta nenhuma...

[1881]

Diz que é uma espécie de cartaz de campanha autárcica, assim a modos que a atirar para a baixaria das caricaturas de Maomet. Vistas bem as coisas aquilo não passa de um lisboeta de gabardina aberta. Ou de como
Daniel de Oliveira se incomoda muito com as baixarias. As dos outros, claro.
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