sexta-feira, agosto 14, 2009

Descubra as diferenças

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Acabamos de ler este artigo de Vasco Pulido Valente e depois recordamos a argumentação deselegante e furibunda de Carlos Abreu Amorim. Só por exemplo, ocorre-me ele achar que Manuela Ferreira Leite é mentirosa, opaca, enviesada, intelectualmente boçal e, naturalmente, não tem categoria para formar governo. Dando de barato a frequência com que ele «posta» sobre a matéria.

Se quisermos ser verdadeiros, transparentes, rectilíneos e intelectualmente escovados, para seguirmos a linha de retórica de CAA, temos de admitir que as diferenças são demasiadamente grandes para não acharmos que CAA, ao contrário de VPV, é incontornavelmente grosseiro e desprovido de substância nas suas críticas. Mesmo sem discutir as razões pelas quais o homem se ira contra Manuela. Aliás, perante o trato demonstrado, torna-se mesmo irrelevante perceber porque é que ele não gosta da senhora.
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Será assim tão difícil de entender?

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«Há um erro essencial em transformar um chefe de partido no árbitro da honestidade dos militantes. Manuela Ferreira Leite deixou essa função aos tribunais (que por enquanto não desapareceram) e tratou legitimamente de "fazer" o grupo parlamentar que lhe convinha. Os protestos do PSD vieram de quem deviam vir e não impressionaram ninguém. E, fora dele, só os mais cegos fiéis de Sócrates, como infelizmente o renascido dr. Soares, resolveram achar que ela se dera um tiro no pé. Não deu. Nem quando recusou o papel de juiz. Nem quando correu com Pedro Passos Coelho e com a respectiva comitiva. Tolerar (e desculpar) um cavalheiro que pública e constantemente se ofereceu como substituto dela era com certeza a melhor maneira de promover a crónica indisciplina do PSD e, em última análise, a desconfiança do eleitorado. Uma ou outra boa alma também se aplicou a criticar o "quero, posso e mando" de Ferreira Leite. Esses democratas de ocasião chegaram presumivelmente anteontem da Lua e perderam portanto o embaraçante espectáculo do PSD, desde que Marques Mendes saiu. Sem uma autoridade fixa e até, eventualmente, brutal, o partido deslizaria outra vez para a "federação de câmaras" (à mistura com algumas "distritais"), que dia a dia se afundava na intriga e na irrelevância. As "listas" de Manuela, embora longe da perfeição, não a entregam à pasmosa irresponsabilidade dos "notáveis" e, num tempo de crise, isso é sem dúvida o ponto principal. »

Vasco Pulido Valente, no Público

Via Portugal dos Pequeninos
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