sábado, julho 20, 2013

As alforrecas comichosas e a defesa intransigente dos cidadãos


Banhistas coçando-se e o Estado toma medidas preventivas contra as alforrecas e microalgas

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Há três sólidos dias que as televisões cumprem o sacrossanto dever de tratar os portugueses como criancinhas a quem se diz para pôr o boné porque está muito sol, não vá eles começarem a deitar sangue pelo nariz. É a pressão do politicamente correcto, eu sei, é a osmose reconfortante do Estado paizinho aos cidadãos, já meio infantilizados, da ideia de que o Estado não só lhes guia o destino, como olha, com desvelo, por eles. 

Daí a esta cena dilacerante de estarmos a apanhar reportagens em contínuo sobre os banhistas com comichão provocada pelas alforrecas, é um passo. Não faltando a variante, científica, das microalgas, que já foram analisadas e são inofensivas, mas que as televisões insistem em referir. Isto não exclui o português valentão que afirma às reportagens, com firmeza e pundonor, que sabe das alforrecas mas vai ao banho. Ele e os filhos. Mas que não lhes aconteceu nada, a água é que estava um bocadinho fria. E nós, com algas inofensivas e alforrecas benignas continuamos a ter praias de «colidade» e com o Estado a mandar-nos pôr o boné porque está muito sol.
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quarta-feira, março 28, 2012

É preciso meter explicador?

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«Os portugueses adoram a modernidade e a ecologia. Na área da energia isso implica formas de produção não lucrativas. Os políticos, para os contentar, querem também ser modernos e ecológicos. Como as energias ecológicas não são rentáveis, os políticos têm que compensar os investidores com rendas».

Ler o post todo aqui.

Reside neste singelo período, uma das facetas mais trágicas da falência do Estado Social. A convergência entre o espírito pueril das populações no tratamento e na assimilação dos fenómenos sociais e a atitude de claques políticas sem escrúpulos, que, explorando a permeabilidade das populações e através de um eficaz discurso do politicamente correcto, estabelecem conúbios difusos com o sector empresarial e, através deles, obtêm resultados obscenos de enriquecimento pessoal, ao mesmo tempo que vão endividando o país e penhorando o futuro por muitas gerações.
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quinta-feira, outubro 21, 2010

Da lógica da batata. Da batata social, bem entendido


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"...Há uns dias discutia-se um tema recorrente: os portugueses não poupam e têm que poupar mais..Percebe-se que não poupem, não se percebe é porque haveriam de poupar mais. Afinal vivemos num estado social. Tradicionalmente as pessoas poupavam para a velhice, para a doença, para o desemprego, para a educação dos filho, para comprar casa. Se o Estado Social garante reforma, saúde gratuita, subsídio de desemprego, educação gratuita e, em muitos casos, habitação gratuita, porque é que as pessoas haveriam de poupar?..."

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terça-feira, março 10, 2009

O custo do socialismo está pela hora da morte

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Sistema de educação gratuito, portáteis gratuitos, material de ensino gratuito, sistemas fiscal progressivo, sistema de saúde gratuito para pessoas de baixos rendimentos, medicamentos comparticipados, habitação social, subsídio de desemprego, subsídio social de desemprego, rendimento mínimo, preços sociais da água, electricidade e telefone, electricidade e água subsidiadas para toda a população, subsídios às instituições privadas de apoio social, isenções fiscais para milhares de instituições sociais, reformas garantidas para todos, complemento de reforma para idosos, leis especialíssimas para apoio ao emprego jovem e ao emprego dos maiores de 55, código de trabalho que consagra o princípio do emprego vitalício, constituição que garante tudo e mais alguma coisa, incluindo o direito à habitação, educação, saúde e trabalho, dezenas de agências públicas de protecção do consumidor, leis anti-discriminação, licença de maternidade até 6 meses, abono de família, de nascimento e morte, transmissão da pensão de reforma para a viúva/viúvo etc etc

Nada disto impede situações de emergência social.

O Estado Social serve para quê, então?

João Miranda in Blasfémias
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