sábado, fevereiro 11, 2012

Não há como não ficar piegas

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Um lagarto como eu assiste à pobreza franciscana de um Marítimo/Sporting. Coisa insonsa, suporífera e que acaba com a (já inevitável e fatalista) derrota do Sporting.

A seguir começa um Benfica/Nacional. Parece futebol a mais, acho que vou mudar de canal… mas os lampiões começam a jogar. Um estádio cheio, vibrante, golos, jogadas bonitas, algumas mesmo de génio e a gente vai ficando a ver. E chega ao intervalo e acabei por ver a primeira parte completa. E, mais grave, com vontade de ver a segunda.

Perante isto a expressão rugido de leão parece coisa sem sentido…
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segunda-feira, novembro 08, 2010

O novo patrocínio do Esselbê


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Eu gostava mais que o Porto tivesse perdido. Porque o FêQuêPê faz tudo o que está ao seu alcance para que assim o desejemos. Incluindo o seu Villas-Boas que continua sem pigarrear e a cultivar aquela voz que já foi mais tempo que se usou e que insiste em ser pateta todos os dias, quer o Porto ganhe quer o Porto perca. Mas os lampiões não ganharam e um lagarto que se preze não pode ficar insensível a esta camisola.

Recebida por e-mail.

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segunda-feira, setembro 21, 2009

Falando de futebóis


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De há bastante tempo que o meu interesse pelo futebol da paróquia se tem vindo a desvanecer aceleradamente. Mesmo quando um ou outro jogo interessante trazia uma alminha nova ao meu desencanto, lá vinha uma caso qualquer encarregar-se de me carrilar no enfado – que é, em última análise, o que acaba por acontecer ao mais pintado. Isto para não falar daquelas questões que jamais virei a entender e que se tornaram rotina no futebol português, como seja o facto de se pagar a um homem como Rui Santos para falar na SIC. Neste caso, de futebol, mas pôr Rui Santos a falar seja do que for e pagar-lhe por cima é um acto absurdo e que jamais entenderei.

Mas, tudo junto e somado, não desminto que, aqui e ali, não surja um motivo de alegria intestina ou uma explosãosita, mesmo contida, tipo Juca Chaves quando desatou a gritar «é hoje, é hoje, é hoje». E isso tem acontecido com o renascimento do Benfica, mesmo dando de barato que sou um lagarto confesso por razões que a razão desconhece. Mas comecei a gostar de ver uma equipa capaz de mostrar ao FêQuêPê que nem sempre a glicose, aminoácidos, fibra e vitaminas da fruta da época chegam para ganhar campeonatos, já que o vigor do meu leão se continua a parecer cada vez mais com uma anemia crónica de um tareco ao borralho de uma velhinha míope e de xaile. Isto para não falar de quanto mais vezes o Benfica ganha e o FêquêPê perde, menos crónicas específicas o CAA mete no Blasfémias, blogue simpático que tem o JCD e a Helena Matos e tudo e tudo e tudo mas que quando começa a falar do Benfica e da drª Ferreira Leite apetece mandar para o Bolhão vender rodovalho (a escolha deste peixe como exemplo não tem qualquer conotação fonética com o que quer que seja, tem apenas a ver com um dos peixes que mais aprecio e desde já recomendo os «Três irmãos» ou os «Três rapazes», já nem me lembro bem, em A-Ver-o-Mar, onde este peixe vem a escorrer frescura para a travessa).

Voltando ao futebol, aceitar a melhoria do Benfica e rebolar-me de gozo com as derrotas (nacionais, atenção) do FêQuêPê é uma coisa. Agora que, de repente, se comece a sentir que se está a levar o Benfica ao colo é outra. Ainda ontem o Benfica ganhou com um golo resultante de um livre que não existiu e outro de um penalty que ainda existiu menos. Ou seja, não exageremos. Aceitemos a melhoria dos lampiões mas não comecemos agora a actuar por simpatia (no sentido militar, mesmo) e a levar o pequeno-almoço à caminha da lampionagem.

Posto isto, estou para ver o que é que o Sporting faz logo à noite.
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terça-feira, agosto 21, 2007

Camacho



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O que me vai ficando sobre as notícias do Benfica com que sou bombardeado nas últimas horas é que Joe Berardo não se sente derrotado com o falhanço da Opa. Que Fernando Santos está surpreendido mas não está magoado. E que Camacho promete trabalho e jogar para ganhar (esta última, em resposta ao bilião de vezes que os jornalistas perguntaram ao simpático espanhol se vinha para o Benfica para ser campeão). Ainda tive esperança que o homem respondesse: - Não, vim para ver uma partida de futebol de salão, tomar uma bica no Nicola e uma santola na Sol-Mar.


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terça-feira, agosto 14, 2007

Uma questão de honra e justiça



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Nem um lagarto assumido e com muita honra como eu poderá passar ao lado da grande lição que o futebolista Rui Costa, do SLB, deu esta noite na partida contra os dinamarqueses. Sabor especial foi ver a cara do comendador Joe depois do segundo golo.

Pena que um jogo de futebol não seja uma tourada, para que Rui Costa se dirigisse a JB e lhe dedicasse a extraordinária faena com que brindou o estádio.

Parabéns, Rui Costa!

Foto pifada daqui
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