domingo, fevereiro 26, 2017

Pois...



Herman Mashaba – Illegal immigrants are criminals

[5502]

Ora aqui está o resultado de um típico exemplo de deficiente aculturação entre gente tão diferente como falantes de várias línguas derivadas do Bantu ou de outras tão próximas como o Changane e o Xhosa.

De duas uma, ou o ANC é definitivamente um inimigo feroz do multiculturalismo ou anda a ler muito os jornais pró Trump e não ouve o Eixo do Mal nem muitos dos comentadores das televisões portuguesas.

Caber-nos-ia a nós, indefectíveis defensores da correcta aplicação de políticas de absorção de imigrantes, mesmo os que se deslocam de avião, os mais perigosos segundo o bonzinho e arguto Guterrres, levantar um coro de protestos e avançar já com algumas sanções importantes. Começava já com as laranjas, nem que fosse preciso dizer que o “black spot” atacou outra vez (chamar black spot a uma bactéria patogénica como a Xanthomonas citri não terá uma conotação racista, só porque não existe na Europa?), os sumos da Ceres, e as uvas do Cabo Ocidental. Em complemento mandava um grupo de voluntários a Pretoria angariar uns quantos imigrantes para ocupar as casas (em Tondela e outras localidades do Norte) de onde fugiram uns quantos refugiados porque, parece, não gostavam da comida).

Como interlocutores preferenciais para o assunto, aconselho o presidente da Câmara de Joanesburgo, o senhor Herman Masahba. Com Julius Malema não aconselho, senão em vez de imigrantes somos capazes de vir com um ”bunch de white farmers) do Free State ou do Northern Tansvaal.


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sexta-feira, fevereiro 24, 2017

A versão pós verdadeira da vista grossa...





[5501]

As televisões, especialmente a SicN, já conseguiram convencer um considerável número de eleitores que por causa do governo anterior dez mil milhões de euros foram levados à sorrelfa para os tais off-shores. Há mesmo quem diga que jeito que fariam esses dez mil milhões para hospitais, escolas e os etc. em uso corrente nesta repartição.

Não sei se esta atitude é deliberada ou se estamos apenas em face de um punhado de gente burra. Não quero crer na última asserção, mas a primeira não é muito abonatória, também. Uma dúvida mais atroz se coloca em Jorge Coelho, por vezes acho que ele acredita no que diz, mesmo que diga sempre a mesma coisa mil vezes.

Faz-me alguma impressão que ninguém consiga de uma vez por todas explicar, como fez Lobo Xavier ontem, ou o Miguel Morgado, que ninguém roubou coisa nenhuma e que o governo anterior não fez vista grossa a coisa alguma. E que explique porque é que não há maneira de fugir aos off-shores sempre que se trata de comércio internacional, muito especialmente se estamos na qualidade de compradores.

Uma notinha final para a reles (reles é um termo que foi usado por Montenegro e que acho bem apropriado) actuação de uma reles criatura como António Costa. Dizer na Assembleia que desapareceram dez mil milhões por causa do governo anterior devia ser causa justa para qualquer coisa que não sei bem o que poderia ser. Mas dói ver aquele pingente oportunista duma situação que soube criar, a dizer o que diz. E com a segunda figura do Estado a bater palmas. E outra notinha pra Pacheco Pereira que sabe muito de História e, claramente, não sabe bem para que servem os off-shores. Podia era informar-se antes de se entregar àquelas traquinices revolucionárias, sobretudo depois de criticar Zeca Afonso pelo seu lado revolucionário excessivo.

Nunca fui um Cavaquista incondicional. Mas ontem ouvi a entrevista que deu à RTP. É preciso viver-se o momento actual para se dar mais valor a gente séria, educada e com sentido de Estado.



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quinta-feira, fevereiro 23, 2017

Que giro, eles estão irritados...



[5500]

António Costa deveria substituir o seu já insuportável sorriso e a sua evidente conduta de puto malcriado por um momento que fosse de reflexão. Por exemplo, antes de deixar na Assembleia um discurso que quase deixa no ar a suspeição de que alguém do anterior governo se abotoou com dez mil milhões (é o que se depreende, quando o energúmeno diz que fizeram vista grossa à saída dos fundos), ele deveria meditar nos factos que reflectem as saídas desses fundos de 2011 a 2014. Assim, por informação veiculada pela própria Autoridade Tributária, as transferências para “off-shores” foram, em mil milhões:

2011 – 4,63
2012 – 4,37 (baixou)
2013 – 4,12 (continua a baixar)
2014 – 3,81 (continua a baixar, certamente a vista do anterior governo anda não tinha engrossado)
2015 – 8,8 (ao que parece mais uns trocos que surgem agora, em todo o caso uma subida estratosférica, se comparada com a média dos anos anteriores).

A pergunta, limpinha, limpinha é: Por que carga de água se verificou tamanho aumento nas remessas? Será a vista do governo anterior que engrossou ou o facto de, de repente, as pessoas terem receado largamente uma geringonça absolutamente contranatura e, pior, sustentada com a contribuição de forças da extrema–esquerda que,  por muito que pareçam agora gostar do quentinho do lugar do Poder, continuam rigorosamente a viver nas malhas que a ortodoxia do leninismo teceu e entre as quais, ao que parece e em segunda edição, continuamos "orgulhosamente sós"?

Eu também critico a oposição. Deveria ser mais rígida, acutilante e mais objectiva, ainda que nos limites da decência e boa educação que a maioria do governo não tem e explicar a Costa que ninguém percebe q argumentação dele sempre que instado, como ontem, a perguntas concretas, como as de Assunção Cristas. Provavelmente porque o homem não tem argumentação nenhuma, ou não sabe o que dizer ou diz apenas aquilo que as tripas lhe ditam e que não é mais que um ódio profundo e pessoal àqueles que quase não o deixaram abarbatar o lugar de primeiro-ministro.


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quarta-feira, fevereiro 22, 2017

Um rancho de idiotas



[5499]

Ufffff… o que vale é que os dez mil milhões despareceram entre 2011 e 2014. Pelo menos é o que diz o Público e as televisões. Sorte a nossa que no mais é tudo gente séria. A não ser… xacaver… que enquanto o actual secretário de Estado tenha ido ao futebol, as empresas tenham usado a ausência do fã da selecção e se tenham aproveitado para sangrar o graveto. Mas acredito que a justiça já deva saber de qualquer coisa e esteja tudo ainda no segredo de justiça. Mas como o nosso presidente da Assembleia da República se está cagando para o segredo de justiça (a experiência visionária de Ferro Rodrigues a cagar é um quadro horripilante, ele já tem uma cara zangada e rugosa, imagino aquele mento espremido de cada vez que se fala em segredo de justiça…) em breve se conhecerá o regabofe que foi o governo anterior. Eu bem sabia que a Maria Luís não era flor que se cheirasse, a sorte é que a senhora se estava marimbando (não sou capa de usar o termo cru da coprologia do escatológico presidente Ferro Rodrigues) para o que eu sabia ou deixava de saber.

Uma vez mais o PS envereda pelo caminho infantil de trazer a lume uma coisa qualquer para esmaecer a grave série de tropelias que cometeram e cometem sobre a Caixa Geral de Depósitos. O pormenor da saída dos fundos entre 2011 e 2014 é infantil, como infantil é este grupelho geringôncico que alegremente nos pastoreia. Nem se interrogam, ao menos, sobre a razão da saída maciça de capitais no ano em que se anuncia a formação de uma estranha e perigosa geringonça.

E uma vez mais temos esta clique de jornalistas patetas que, objectivamente ou porque são patetas de papel passado, fazem a festa e deitam os foguetes. Sempre quero ver é quem vai apanhar as canas.

Reparo ainda que uma das esganiçadas também anda preocupada com a coisa. Talvez vasculhando nas gavetas em casa encontre por lá uns trocos em escudos. A data de troca para euros ainda vale…


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terça-feira, fevereiro 14, 2017

Já custa...


[5498]

 1.      Isto é socialismo em estado puro;

 2.     Isto remete para a noção de que o sentido de Estado ou o interesse nacional navegam em presunções pretensamente filosóficas mas que não são mais que um atado de sentimentos reprováveis que atiram com o interesse nacional para uma qualquer sarjeta, bem desentupida pelos interesses e conveniente proselitismo nacional;

 3.  Isto remete para um fenómeno recorrente, qual seja a ideia firme e bem alicerçada de que os portugueses são estúpidos e não merecem outra coisa senão uma argumentação em rigoroso acordo com a estupidez e com os interesses de uns quantos;

 4.   Isto remete para o reconhecimento, trágico, de que na política nacional conta mais o sentimento de cada qual no poder de ódio pessoal, raivinha, vingança, mesquinhez e absoluta falta de carácter do que o interesse nacional. O ódio pessoal tem como exemplo uma longa lista de personalidades públicas que não exclui o senhor Presidente da República;

 5   Isto consagra e solidifica a ideia de que Portugal é, cada vez mais, um local mal frequentado;

E, para não ser cansativo, este é mais um exemplo duma ideologia que de ideologia tem pouco ou nada e que se consubstancia numa designação gasta, oportunista e gradualmente imbecilizada que dá pelo nome de socialismo, um vocábulo feliz e que cala fundo num forte segmento de população, que importa manter na semiobscuridade do conhecimento, para que o socialismo possa manter-se, apesar de ser cada vez menos e mais circunscrito e que, tragicamente, continua a ser tolerado num país como o nosso – onde a ortodoxia do comunismo, por exemplo, faz de Portugal o único país europeu onde sobrevive. Quiçá na quimera estranha de pensar que podemos juntar-nos à Coreia do Norte e a Cuba, na construção de regimes onde o homem novo há muito morreu de velho.


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domingo, fevereiro 12, 2017

Bequinbizenesse – Landed safe, happy and sound




[5497]

O Trump pode ter um red button, mas eu inventei um "peace button”, com o respectivo “on-off”, que me permite esquecer a horrenda geringonça “mai-los” seus horrendos mentores (o corrector mudou para menores… estive quase para deixar ficar), acólitos e correlativos. Isso permite-me uma “brain wash”, no sentido literal do termo, varrer a porcaria das meninges e sistema nervoso central, enquanto estou fora do pedaço, mas há o regresso. E há aquela esplendorosa mariquice de ver aquilo que já vi muitas (mas muitas, mesmo) dezenas de vezes, sempre que aterro de noite em Lisboa. A foto não ajuda, mas foi o que se pôde arranjar. A segunda mariquice é este sentimento de pertença sempre que aqui aterro, mesmo considering.



Cheguei a casa, pus o peace button em on, para me recolocar na realidade e recordar que estou de volta à paróquia. Comi qualquer coisa e acabei a ver o Governo Sombra. Esta manhã não resisti, e reposicionei a box para ver o Eixo do Mal, para ver se tudo estava na mesma. Está.


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sábado, fevereiro 04, 2017

Gone... for a while





[5496]

Gone for a couple of weeks. Alguns votos, sinceros, vindos do mais profundo da alma, para que no meu regresso:

1 – O Sócrates já não apareça de 15 em 15 minutos a dizer que processou o Estado;

2 – Os anti-trump tenham reduzido…digamos, modestamente… 20% no escrutínio ao homem;

3 – O Ribas de Oliveira já não apareça na SIC a chamar construtor civil ao Trump;

4 – Os construtores civis tenham processado o Ribas;

5 – O Eixo do Mal tenha sido descontinuado pela SIC por… sei lá… falta de verba;

6 – O Daniel de Oliveira tenha parado de dizer que há duas democracias. A democracia propriamente dita e a dele;

7 – As TV’s reduzam os flash das esganiçadas para uma cadência não inferior à hora. Porque isto delas aparecerem tantas vezes acaba por ser como dizer mal do Trump. Ainda acabamos a gostar delas…

8 – O nosso Presidente tenha reduzido os beijos e as selfies e à noite, ao deitar, pense que a situação portugueses está mesmo como um bofe com ano e meio de frigorífico e já cheira mal, em vez de ele vir para a televisão anunciar que andamos num mar de rosas;

9 – O Costa… bem… o Costa… hummmm… olha, que lhe dê uma cólica no intestino grosso e o mantenha afastado do governo até às próximas eleições;

10 – Para acabar… que se deixe de brincar às esquerdas e às direitas com a eutanásia. É uma questão de decoro.


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quinta-feira, fevereiro 02, 2017

Coisas estranhas





[5495]

Começo a ficar preocupado comigo próprio, obcecado com o fenómeno António Costa. Hoje acordei a pensar como é possível os portugueses andarem tão preocupados (e ocupados) com o facto de metade dos americanos quererem e gostarem de Trump como presidente, sem repararem que António Costa obteria hoje uma confortável maioria eleitoral - um homem claramente empenhado em espatifar o que resta deste país falido, esbulhado por uma clique promíscua e venal de políticos e alguns empresários, muitos deles do tempo de governos de que Costa fez parte, o mesmo Costa que hoje continua, impunemente, a conduzir o pais a uma tragédia sem retorno, sem que nele se vislumbre uma réstia de remorso pelo que já fez ou um minúscula centelha de dignidade pelo que continua a fazer.

Costa não presta, sabe o que faz e fá-lo com gosto Provavelmente não pelos ganhos materiais que possa obter, não creio que seja um Sócrates em segunda edição, mas somente em função duma personalidade complexa e de uma índole pouco recomendável. A par de uma notável incultura e um lastro ideológico que remanesce provavelmente da sua própria personalidade. Mas não sou sociólogo nem psicólogo, alguém que se dê ao trabalho de verificar, se houver interesse nisso.

E é estranho ver uma comunicação social totalmente absorta pelo fenómeno Trump, enquanto marginalmente se vai ocupando, pela rama e em viés, de indicadores que nos auguram um colapso económico e social iminente, que Costa e os seus alegres seguidores aproveitam para se entreter ao gozo alarve de glosarem o "diabo" usado por PPC. Mais grave, não penso que esta atitude da comunicação social seja deliberada, pensada, mas apenas o resultado de um formato de mentalidades que eu confesso não ter já capacidade para entender ou mesmo paciência para tentar fazê-lo. Uma abulia que considero grave e não me dá jeito nenhum.

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